le portugais sans peine, par le PCP
22 Mars 2011 , Rédigé par Réveil Communiste Publié dans #L'Internationale
PCP condena agressão à Líbia e apela à mobilização pela paz
Sexta 18 de Março de 2011
LE FAIT QUE LE TEXTE SOIT EN PORTUGAIS
N'EMPECHE NULLEMENT LA COMPREHENSION
DE LA POSITION EXPRIMEE
PAR LE PARTI COMMUNISTE PORTUGAIS
1 - O PCP deplora a aprovação no Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas de uma Resolução que preconiza a agressão militar estrangeira à Líbia.
Longe de corresponder a qualquer genuíno sentimento de solidariedade para com o povo da Líbia e de defesa dos seus legítimos direitos, a Resolução adoptada pelo CS da ONU visa dar cobertura aos objectivos das grandes potências ocidentais de intervenção directa nos assuntos internos deste Estado soberano e de controlo geoestratégico e dos recursos naturais da Líbia.
2 - O PCP reitera a sua oposição a qualquer acto de agressão à Líbia que, a concretizar-se, agravará o conflito interno e provocará ainda maior instabilidade em toda a região do Magrebe e Médio Oriente.
3 - O PCP condena a atitude do Conselho de Segurança das Nações Unidas e do Secretário Geral da ONU de apoio a uma estratégia que visa iniciar mais uma guerra imperialista de agressão em detrimento do que deveria, à luz da Carta das Nações Unidas, ser a sua actuação: promover e apoiar iniciativas diplomáticas de países como a Venezuela e de organizações, como a União Africana, visando uma resolução pacífica do conflito interno na Líbia.
O PCP denuncia a profunda hipocrisia e a campanha de desinformação desencadeada para sustentar os intentos belicistas da NATO e das suas potências, bem patente no facto de o Conselho de Segurança da ONU ter acabado de aprovar uma agressão militar a um País soberano, em nome da “defesa dos direitos humanos”, ao mesmo tempo que mantém um silêncio de chumbo sobre recentes e gravíssimos acontecimentos que constituem inequívocas violações do direito internacional e dos direitos dos povos como os sucessivos crimes, provocações e ilegalidades de Israel ou a invasão do Bahrein por forças militares da cruel ditadura saudita (com o prévio conhecimento da Administração Norte-americana) com o intento de esmagar as revoltas populares neste País.
4 - O PCP deplora a posição assumida pelo Governo português no Conselho de Segurança, mais uma prova da sua subserviência e seguidismo relativamente à estratégia das grandes potências imperialistas e da NATO. Reafirma a sua frontal oposição à participação de Portugal na agressão à Líbia, seja pelo envolvimento directo de forças ou meios militares, seja por envolvimento indirecto ou apoio logístico a quaisquer operações militares conexas com essa agressão.
5 - O PCP apela à memória colectiva dos trabalhadores e do povo português e expressa o seu apoio às iniciativas em preparação contra a agressão militar à Líbia que, na sua essência, objectivos e campanha mediática e ideológica que a sustenta, é em tudo similar às agressões contra a Jugoslávia, o Iraque e o Afeganistão. O PCP apela à unidade na acção das forças da paz, democráticas e progressistas em torno da consigna da rejeição da intervenção militar na Líbia e da solidariedade para com os povos que no Médio Oriente prosseguem a luta pelos seus direitos sociais e laborais, pela democracia, a liberdade, a paz e a soberania.
Réveil Communiste :
Réveil Communiste est animé depuis 2010 par Gilles Questiaux (GQ), né en 1958 à Neuilly sur Seine, professeur d'histoire de l'enseignement secondaire en Seine Saint-Denis de 1990 à 2020, membre du PCF et du SNES. Les opinions exprimées dans le blog n'engagent pas ces deux organisations.
Le blog reproduit des documents pertinents, cela ne signifie pas forcément une approbation de leur contenu.
Le blog est communiste, non-repenti, et orthodoxe (comme ils disent). Il défend l'honneur du mouvement ouvrier et communiste issu de la Révolution d'Octobre, historiquement lié à l'URSS quand elle était gouvernée par Lénine et par Staline, mais sans fétichisme ni sectarisme. Sa ligne politique est de travailler à la création et à l'unité du parti du prolétariat moderne, et de lutter contre l'impérialisme (contre le seul qui importe, l'impérialisme occidental, dirigé par les États-Unis).
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